terça-feira, 24 de janeiro de 2012

REFLEXOS DO MEU DIA

Sinto exaustão e não consigo dormir, pensar algo que fortaleça o espírito, a alma e o corpo. Never'more! o que significa para mim? Never'more e ou eu nunca tive? - O quê? - (Linha reta, delimitada por regras sem que haja alguma?) - Um amor de verdade, uma vida vivida na amplitude do ser, real com todos os direitos de desejos, planos e sonhos outrora tidos? Quero sorrir mas o caminho é sinistro e quero dormir. Adormecer para acordar em outra esfera e visualisar never'more? - Novamente desperto com o real do todo e o todo me diz: cadê a raíz? - Há cicatriz, incicatrizante, para até quando não sei. Amargo está o meu dia e o meu olhar por ser aquele que apenas serve e nunca será servido por toda a vida? - Tarefas e problemas, problemas e deveres do cotidiano, supermercados, farmácias, feiras de legumes e frutas, falácias embutidas, desconcertantes e lá isso com tudo? O poema me dá alento e as cores me fazem viver e voltar. A veia cresce e o sol de súbito, aparece. O nevoeiro se aproxima, esmaece. A Baía emudece e o coração permanece absorto com a sensação de morte precoce. O pensamento entristece e enrigece a finesse, estresse. A jornada é longa e a morte é precoce. Um raio de luz na retina cega em surdina, a diretriz, e a escuridão se apresenta e desequilibra o meu dia e as horas. Confesso que a ave negra, sinto rondar à minha volta, ouço e a espreito atenta ao meu primeiro passo para o precipício, para esfolar a minha carne e desaparecer com o meu esqueleto sem deixar algum vestígio , de outrora, existencial, para com o seu grito rouco e fúnebre dizer: Never'more!








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