quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

RAZÃO METAFÍSICA

Restos são demais
A ilusão não se renova
Inúteis são os ais
que ecoam na alcova.
A dor sangra e fere.
A droga jaze e delira,
A agonia nega o viver e
a boca beija, pálida e
não nega a orgia.
Rola ao chão sem pudor
a noite fecha o dia.
Músculos frágeis
crispam os corpos
sem forças.
Nas veias,
o incontrolável néctar,
ambrosia e suor,
narcisos de momentos,
fragmentos do lúdico e
que sem notar,
a metamorfose esmaece
a mágoa ressurge
macula as tábuas frias
sem alegrias e sem magias.
Depara seringas
com suor de pânico
angústia pronta
a madrugada aponta
na alcova fria,
suor e adrenalina.
Metafísica.

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