09hs29ms. 30 de janeiro, de 2012.
O ponteiro vermelho, dos segundos, continua marcando o tempo e as horas. O pêndulo, incansável, balança sem vontades e sem náuseas. Tudo transcorre num segundo, num minuto, numa hora, e/ou em um dia. E lá se vai o tempo e a vida. Ele olha para mim; parece querer me hipnotizar e as vezes sinto que quero dormir e não posso. Tenho que cantar e chorar, rir e viver porque ele e o sol são os marcadores do meu tempo. Registram tudo. No meu teatro não necessito ensaiar e sim dançar e dançar. Danço a vida. Driblo atropelos, sonho por sonhar e as vezes sonho de verdade vigiando o mundo por uma fresta; nado quilômetros e retorno sem me molhar; converso longamente eu e o cosmos, aprecio as gaivotas sem a sua presença, canto a canção do exílio no meu côncavo, ecoando no meu convexo. Há cinco mil anos a nossa estrela maior já fora o marcador do tempo, graças aos Gregos. Hoje o sol brilha e continua a sua trajetória. Hoje, pela manhã, muita luz, brilho e muitas cores; a tarde, a estrela maior preferiu se esconder e liberar uma enxurrada de lágrimas por sobre a terra. Sem a sua luz a minha luz se torna fria e violeta. No momento, a chuva cai e o tic tac é marcado pelo pêndulo que, incansável, marca devaneios, desilusões e concretizações.
O ponteiro vermelho, dos segundos, continua marcando o tempo e as horas. O pêndulo, incansável, balança sem vontades e sem náuseas. Tudo transcorre num segundo, num minuto, numa hora, e/ou em um dia. E lá se vai o tempo e a vida. Ele olha para mim; parece querer me hipnotizar e as vezes sinto que quero dormir e não posso. Tenho que cantar e chorar, rir e viver porque ele e o sol são os marcadores do meu tempo. Registram tudo. No meu teatro não necessito ensaiar e sim dançar e dançar. Danço a vida. Driblo atropelos, sonho por sonhar e as vezes sonho de verdade vigiando o mundo por uma fresta; nado quilômetros e retorno sem me molhar; converso longamente eu e o cosmos, aprecio as gaivotas sem a sua presença, canto a canção do exílio no meu côncavo, ecoando no meu convexo. Há cinco mil anos a nossa estrela maior já fora o marcador do tempo, graças aos Gregos. Hoje o sol brilha e continua a sua trajetória. Hoje, pela manhã, muita luz, brilho e muitas cores; a tarde, a estrela maior preferiu se esconder e liberar uma enxurrada de lágrimas por sobre a terra. Sem a sua luz a minha luz se torna fria e violeta. No momento, a chuva cai e o tic tac é marcado pelo pêndulo que, incansável, marca devaneios, desilusões e concretizações.
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