Hoje me sinto feliz. Não sei qual a causa, porém sinto alegria em viver. Há tempos que a paz interior procuro e a leveza faz parte dos passos que estou dando à trilha que terei de perfazer. Nada mal, ou seja bem melhor, fincarei os pés na terra árida e um dia as bolhas, certamente, desaparecerão. Com seda os cobrirei e, calejados, continuarão a me levar para onde tiver de ser. Há um estágio, quem sabe para mim, de flutuação paradisíaca, como os deuses do Olimpo um dia estiveram. Ronda o fantasma, da insanidade ainda, implacável e funesto, mas com uma outra versão de visão e consciência humana. Tudo é finito. O castelo está às escuras. O habitante solitário, brinca de viver, em seus lapsos de lucidez, e por esta razão, a compaixão grita alto e as forças se dobram para afugentar o fantasma das horas, do marasmo que arrasta os dias para um caminho sem retorno e dioturnamente a visão cega, pouco a pouco, a retina do mundo.
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