quinta-feira, 8 de setembro de 2011

TEMPO DE NADA

Transpassa a espada e
Fere o tempo
O tempo que não conta
Nada de nada!
Caminha lento dentro de mim
Tempo ocioso e turbulento
Da vida que tudo cobra
Que cobre mágoas
Desanda, chora e
Vai embora.
Brilha a estrela
Guia do meu tudo
Mesmo o tudo de nada
Mas brilha!
Companheira do meu tempo
Que o tempo alumia
Satisfaz muito o pouco do nada
Do nada venho
Pro nada vou.
Horas neutras
Sentimentos vazios
Tempo arredio
Que fere mansinho
Escurece minha estrela
Não consigo mais vê-la.
A hora se faz
Tênue e frágil
Dor incontida
Estrela sem brilho
Ofusca a noite
Esmaece o dia

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